Safra de milho deve atender mercado interno e exportação. Dúvida é o preço

Por: CASSIANO RIBEIRO

O tempo prejudicou o potencial produtivo da segunda safra de milho do Brasil, plantada no início do ano e colhida agora. Mas o volume esperado para este ano vai ser suficiente para atender o consumo interno e ainda reposicionar o país como o segundo maior exportador mundial de milho. Essa projeção é da Agroconsult.


Com longos períodos de seca, as plantações de milho do estado do Mato Grosso sofreram e não conseguirão ser recuperadas nesta safra

A consultoria, que é uma mais respeitadas do setor, atualizou, nesta semana, os números para a produção brasileira, depois de percorrer as principais regiões produtoras do país. O novo número esperado é 7 milhões de toneladas abaixo do projetado no início do ano, mas, ainda assim, o Brasil deve ter uma safra de milho de inverno superior à do ano passado.

O volume deve ser de 89,3 milhões de toneladas. Esse número se soma a outras mais de 20 milhões de toneladas produzidas no verão. Do total, aproximadamente 115 milhões, 75 milhões de toneladas devem ficar no país para o consumo interno e somente 40 milhões devem ir para o exterior. Portanto, milho, não vai faltar no Brasil neste ano.


A questão é por quanto o produto será vendido. O presidente da Agroconsult, André Pessoa, defende que, com o cenário internacional marcado, principalmente, pela guerra entre Rússia e Ucrânia, o milho brasileiro pode ganhar mais espaço no mundo, uma vez que está em falta no globo. A demanda está muito aquecida e alguns países que são importantes fornecedores, como é o caso dos Estados Unidos, estão reduzindo a área para a safra.

Outro ponto destacado por Pessoa é com relação à rentabilidade do produto. Segundo ele, o cereal vai ser o que mais vai dar lucro aos produtores brasileiros neste ano.

Fonte: Globo Rural

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